quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Deixe ir...


O que temos aprendido nesses últimos dois anos de pandemia do COVID 19?

Que nada é para sempre, que situações mudam, que pessoas que amamos partiram sem podermos nos despedir. Aprendemos também que é possível um povo inteiro ser manipulado através de leis e decretos e não há nada que se possa fazer. 

Então, quantas de nós ainda procuramos entender a nossa existência, buscando uma identidade? Uma maneira de dar sentido a vida. 

Quando puder, faça uma pausa nos planos futuros e olhe para o passado, para as paredes do seu coração. Dê uma boa olhada, vasculhe. Peça ao Espírito Santo que lhe ilumine e traga a sua memória aquilo que pode ser um empecilho na sua vida. 

Há muitos traumas, situações e falta de perdão que nos prendem em cativeiros e nos forçam a ficar. Situações que nos impedem de simplesmente seguir. Existem, até mesmo, doenças psicossomáticas que são causadas por problemas emocionais do indivíduo e representam ligação direta entre a saúde emocional e a física. Ou seja, quando o sofrimento psicológico, de alguma forma, acaba causando ou agravando uma doença física.

Então o conselho para hoje é fazer uma faxina nas suas emoções. Deixe ir. Libere.

Há motivos que são aprisionados a nós por causa do orgulho, teimosia e até mesmo birra. Deixe ir. Libere perdão sobre seus ofensores. Quando você libera e deixa ir, você se torna juiz da decisão. Você escolhe. 

Deixe ir. Liberte-se. A sensação de ser livre é inexplicável. 

Há algo que você precisa saber: Perdoe e perdoe-se. Precisamos entender que o que feriu errou mas cabe a mim saber o que vou fazer com a ofensa. Se deixar descer ao coração, pode criar uma raiz de amargura e eu sofrer com pedras no rim. Sim...o rim filtra a água do nosso organismo. E se nosso corpo tem fluídos de amargura....."é batata". Eu também peco quando  permito descer ao coração e sinto raiva do ofensor.

Deixe ir. Perdoe e pronto. Deixe ir. Desprenda-se, liberte-se. Seja livre. 

Os argumentos como:  é culpa dos meus pais, é culpa de Deus, é culpa da vida, é culpa do marido, é culpa do ofensor, do abusador, do fulano de tal. Sim!! Também é culpa desses que deliberamente ofendem...mas nós temos o poder de escolha, de reação. Isso se chama maturidade. Escolha não se ofender. E se sua alma quiser falar, manda ela aquietar-se. 

Ouço muito essa frase: quem perdoa é Deus, eu não tenho que perdoar nada. Está completamente enganada. Nós também devemos perdoar, não por causa dos outros, mas para o meu bem e saúde.  

Deixe ir. Escolha nesse novo ano que se inicia coisas novas e boas. 

Ressignifique os momentos, dê sentido as datas e dias sombrios. Mesmo que lembre a morte, celebre com a vida. Você merece essa nova chance. 

 

Deixe ir. Escolha ser livre. Não se submeta as armadilhas da mente e do coração. Deixe a razão de lado e escolha ser livre. Se Deus fosse pela razão, estaríamos perdidas. Escolha vida. Escolha ser livre.

Sua identidade tem que estar baseada na sua personalidade, no seu temperamento equilibrado e na sua história de vida. Não nas ofensas e maldades. 

Tenho certeza que és uma maravilhosa com seus dons e talentos. Não é na bondade ou consciência limpa.  É na humildade por ser simplesmente "você".

 


Deixe ir.....




Abraço...

Gabi Bonvecchio 

 

 

 

 

 

 

 


 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

A mulher virtuosa...será?

 




E se eu não sou a mulher??


      

        Desde o nosso nascimento somos criadas para ser uma boa dona de casa, uma ótima educadora de filhos, ser sábia, fiel e obediente ao marido. Com essa linha de pensamento, temos em nós uma referência: a mulher do Provérbios 31. 

        Ao participar de um culto, encontro, seminário ou retiro, as mulheres são orientadas a olhar para a mulher do rei Lemuel. A referência da mulher perfeita, a mulher virtuosa, aquela no qual Deus e o marido se agradam.

        Não sei você leitora, mas eu; fui frustrada por anos por não ser uma mulher virtuosa do provérbios 31. Já não bastasse essa decepção, ainda não era habilidosa na cozinha e muito menos caprichosa (conforme as antigas) nas roupas brancas e no encerar dos assoalhos e lustrar das panelas. Era decepcionante. Eu ficava pensando...eu devia ter nascido homem, ao menos serviria para alguma coisa.

        Eu pensava dessa forma pois sempre gostei de fazer o trabalho da logística - ir comprar pão, ir a igreja e voltar, ir na farmácia, no mercado. Também gostava de ajudar meu pai para cortar a grama, mexer na horta, pescar siri e arrumar a bicicleta. 

        Quando comecei a namorar meu esposo Jan, isso há 27 anos atrás, eu não pensava em casar. Eu tinha  medo pois sabia que não seria uma boa esposa. Eu não era a mulher perfeita, não era a mulher do provérbios 31. Eu não sei nem cozinhar. (Acredite, eu não sabia mesmo e não gostava de cozinhar). A família do meu esposo, as mulheres são caprichosas, boas donas de casa e cozinham muito bem. Então você já imaginou como fiquei ou como me senti ante tudo isso. 

           Como consegui vencer? Leitura!! Muita leitura de boas autoras e escritoras. E claro, essencial mesmo, apesar do meu temperamento dominante ser colérico (aconselho a você fazer o teste do temperamento. Faz bem se conhecer), eu gosto de aprender e ouvir  conselhos, posso não demonstrar que ouvi, mas acredite, fico pensando nisso.  As vezes o silêncio também é um bom conselheiro. 

            Construir e se desconstruir, permitir-se e aceitar que não é igual a todo  mundo é um processo doloroso mas libertador. Talvez você esteja se perguntando: Mas como você conseguiu ser livre? Simples!!!

        A mulher prudente, sábia, a perfeita que trabalhava e delegava funções de dia e atendia seu esposo a noite (sua lâmpada não se apagava - Provérbios 31,18), na verdade, não existiu.... ela era uma referência ou um sonho descrito da mãe do rei, ou seja, quem ela, a mãe do rei gostaria de ter sido. Entenda melhor nesse super artigo do Pr. João de Souza: A utopia da mulher virtuosa

https://www.pastorjoaodesouza.com.br/123/?p=3010

        Mas, e os outros...as outras? Pois então. As pessoas muitas vezes, não ponderam suas palavras. Medem uns aos outros com suas perspectivas ou como foram criados e acham que aquela educação é a verdade absoluta. Eu aprendi que não existe verdade humana absoluta. Entendi que tudo que eu fizer em amor para os meus serei louvada não  pelo serviço em si mas pelo amor dedicado a eles. Acredite e pesquise a linguagem de amor da sua família. No provérbios 31, em nenhum momento vi essa mulher ter com seus filhos ou consigo mesmo. 

        Hoje, cuido do meu lar, delego funções, sou empreendedora, gosto de estudar, leio livros, passeio, viajo, amo ser quem eu sou, minha lâmpada não acende todos os dias (eu, risos e meu esposo sério) - mas sou feliz por existir e ser apenas mulher.


     "Uma mulher de salto é poderosa, mas uma mulher de joelhos é invencível"


                                                    Com carinho

                                                        Gabi Bonvecchio

        






Série: Curiosidades Cérebro

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